A CONSCIÊNCIA DO BEM

Todos nós sabemos o que é consciência, porém defini-la cientificamente e filosoficamente é muito difícil, porque a palavra se estende em diversas interpretações de acordo com os mais diversos filósofos, psicólogos, psiquiatras e pensadores ao longo do tempo.

É difícil especificar o que é a consciência, porque ela não é determinada por nenhuma correlação física. Onde ela está? Em que parte do nosso corpo?

A consciência é uma atividade reflexiva só alcançada pela própria pessoa, por isso ela tem uma participação tão forte nos processos de evolução e também nos compromissos assumidos como carmas.

Nós não vamos adentrar os campos científicos, porque a discussão sobre a definição de consciência é algo que se arrasta através dos tempos.

Interessa-nos mais aqui a parte filosófica da consciência, que lida mais com o conhecimento do bem e do mal. Porque, sendo ela uma qualidade psíquica, ela é também um atributo do espírito, do pensamento humano. A consciência está relacionada ao modo como o homem atua no mundo. E são seus pensamentos, seus sentimentos e suas ações que o levarão a evoluir como ser ou ir ficando emperrado, preso em seus carmas.

Mas, se é tão difícil definir consciência com exatidão, também o é definir o Bem!

O Bem pode ser muito relativo. O que é bem para uns pode não ser para outros. Existem muitos tipos de bem, a caridade, por exemplo, quando ajudamos alguém, realizamos um benefício, entretanto, se o ato de ajudar guardar uma intenção de receber algo em troca, vantagens ou mesmo elogios; neste caso, existe uma intenção oculta de retorno; fizemos um benefício, mas será que esse nosso ato se encaixa no que é o Bem de fato?

Aristóteles, depois de discorrer sobre o Bem, diz assim: “O Bem em si é a finalidade final, é o Bem final, é aquilo que é sempre desejável em si mesmo”, sem interesses ocultos, sem ressalvas, não tem isso de é bem para um e não é para outro, não tem isso de eu faço o bem, mas mereço algo em troca! O Bem é aquilo que a nossa capacidade moral pode alcançar como finalidade da nossa existência! O Bem como base para o nosso jeito de ser no mundo. Essa é a consciência do Bem.

É deste Bem que falamos! Um estado de ser. É estarmos conscientes de que queremos tomar esse partido, em todos os seus aspectos, caridade, virtudes, ética, benignidade, amor, solidariedade, os frutos do espírito. Tudo isso faz parte da esfera do Bem! O Bem que estamos falando é aquele que se opõe ao Mal.

O período atual pede que façamos uma escolha!  Hoje já temos condições de entender a diferença entre os dois conceitos e optarmos pelo Bem.

Nosso avanço espiritual está diretamente relacionado com nossa consciência. Se a consciência se refere ao conhecimento e principalmente, discernimento entre o bem e o mal, significa que está na hora de fazermos uma escolha. Nós já podemos ter consciência do bem, porque o mal já se mostrou ao longo da História e também ao longo da nossa história, das muitas encarnações que já vivemos. É hora de sairmos dessa roda, porque temos condições de entender o que nos trava! Nosso espírito clama pelo Bem! É preciso incorporá-lo em nosso modo de viver!

Porque podemos ouvir falar que é importante fazer o bem, podemos ler sobre isso, etc., mas enquanto não trouxermos a necessidade de Bem para a nossa consciência, ou seja, enquanto não vestirmos essa certeza de que nós queremos e escolhemos esse lado, estaremos à mercê da lei cármica do retorno.

                                                                                                                     Pax!

ENEIDA NOGUEIRA

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