INDICAÇÃO DE LEITURA SEMEAR

Para os amantes da leitura, que leem desde bula de remédio até as placas de rua, é muito comum se apaixonar com frequência por uma frase, um texto ou uma obra inteira de um autor, e ficar horas a fio refletindo como é, ou era a pessoa que produziu algo que nos causou tanto impacto.

E claro, isso nos leva a outra paixão: o gosto pelas biografias.

Na verdade, dessa vez estamos fazendo uma reflexão sobre como é bacana a gente conhecer os autores que nos tocam mais profundamente. Saber da época em que viveram, suas paixões e até mesmo as loucuras que os tornaram capazes de escrever coisas tão bonitas.

Esse conhecimento faz com que tiremos o véu de celebridade e reconheçamos neles sua humanidade que nos aproxima, transformando-os quase em “brothers”. E isso, de forma alguma vulgariza sua obra, ao contrário, os torna mais dignos de nossa admiração e respeito.

Trazemos aqui duas dicas de livros que contam a vida de dois personagens muito importantes para nós espíritas, mas que são obras com “pegadas” diferentes.

O Livro Francisco de Assis ditado por Miramez a João Nunes Maia não dá para ser classificado como uma biografia porque não tem o formato característico cheio de notas pinçadas de outras obras ou declarações e testemunhos que vão dando veracidade aos fatos narrados. Ele foi concebido na espiritualidade. Fala de Francisco desde sua encarnação anterior e de toda a sua trajetória até o desencarne como Francisco nascido em Assis. Do nascimento dentro de uma família abastada, passando pela adolescência, fase em que começou a ouvir o chamado de Deus lhe solicitando que reconstruísse a sua igreja que se encontrava sem rumo cometendo tantos desmandos em nome da fé.

É um livro lindo, poético, mágico que nos emociona a cada página.

 Já o de Santo Agostinho foi escrito por um biógrafo. A gente passeia pelas datas e pelos lugares em que ele viveu e compartilha de suas incertezas na busca por suas verdades.

Ambos valem cada página e assim como esses dois tem muitos outros por aí que promovem a “mágica” de sentirmos o autor sentado ao nosso lado quando lemos um pequeno texto ou até mesmo só uma frase de sua autoria depois de termos lido sua biografia.

REGINA FAGNOLI

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