LITERATURA ESPÍRITA: OPINIÃO SEMEAR

POSITIVO A GENTE RECOMENDAREPROVAÇÃO A GENTE NÃO RECOMENDA
RESPEITO À CRIANÇARESPEITO À CRIANÇA - Cidadania desde a concepção

Nesta obra de grande atualidade, o médico Alberto de Almeida e o advogado Gustavo Machado fazem uma síntese da vida intrauterina para defender a existência da vida desde o momento da concepção. O livro parte da premissa de que o primeiro de todos os direitos naturais, inerentes à condição humana, é o direito à vida, que impõe ao médico o dever de preservar o feto, ainda que imperfeito. Roberto afirma que o médico deve trabalhar para combater a imperfeição e não o ser imperfeito.
Sob a ótica espírita, os Autores enfatizam também que não se pode falar em sociedade plural e em tolerância em relação às diferenças enquanto pretendermos negar io direito à vida àqueles que são diferentes de nós. Lembram-nos de que a história da humanidade é “permeada, de tempos em tempos, por negação de humanidade e/ou afirmação de sub-humanidade a determinadas pessoas, não as reconhecendo como titulares de direitos”.
Rememorando as lições do sociólogo português Boaventura de Souza Santos, os Autores concluem que não podemos esperar pela evolução da condição humana sem o engajamento de todos em um processo ético pautado pela reeducação pessoal, pelo respeito ao pluralismo, à tolerância e à vida humana, seja como for que esta se nos apresente.

Glaucia Savin
LEGIÃOLEGIÃO – Um olhar sobre o reino das sombras

Obra ditada pelo espírito Ângelo Inácio, que teria sido repórter quando encarnado, psicografado pelo médium Robson Pinheiro, pretende ter uma visão “espírita” (sic) sobre o chamado reino das sombras, a obra é narrada acompanhada por um médium encarnado em desdobramento, de nome Raul que, junto com equipes de espíritos diversos faz uma incursão em território de espíritos trevosos e das sombras. Como a própria divulgação do livro diz, o mesmo pretende “realizar um esboço da estrutura extrafísica das legiões de seres que se opõem ao Cristo e seus enviados”.
Embora se pretenda espírita, o livro passa longe dos ensinos de Kardec, da moral evangélica, parece mais um livro destinado a “assustar” a quem não tem um conhecimento mais aprofundado da doutrina espírita, introduzindo espíritos como Pai João de Aruanda, João Cobú, e entidades como Exús, Pombajiras, Caboclo Pena Branca, cavernícolas, fura-terras, e outras terminologias comuns a umbanda, mas estranhas ao espiritismo.
Claro que existem inúmeros espíritos desencarnados que, mesmo voltados para o bem, o fazem por métodos próprios, ou mais alinhados com filosofias de trabalho como umbanda, quimbanda, filosofias orientalistas, ocultistas, etc.
E lógico que o espiritismo não pretende ser o dono da verdade, mas esta obra, embora muito divulgada em vários centros espíritas, embora seu autor se declare espírita, o conteúdo da obra está repleta de discordâncias com as práticas e moral espírita, incorrendo inclusive em inúmeros erros de conceito.
Em toda a obra permeia descrições detalhadas das cenas e seres trevosos, em uma narrativa até mórbida e que parece destinada a criar nos leitores uma impressão forte, e formas mentais pouco aconselháveis.
Só para compararmos, na obra “Libertação”, de André Luiz, é narrada uma incursão profunda à regiões trevosas, explicando como agem espíritos voltados ao mal, como são organizadas as entidades trevosas, sem no entanto precisar recorrer a indução de quadros mentais negativos em seus leitores, ao contrário, a obra é toda centrada em como o benfeitor Gúbio consegue, com amor, paciência e caridade, transformar seres em condições trevosos em irmãos assistidos e em franco caminho de redenção.
Ademais nas obras espíritas, como as de André Luiz, os irmãos que fazem trabalhos benéficos junto a irmãos trevosos, não precisam se valer de nomes exóticos, nem agir de maneira violenta ou em desacordo com os ditames morais de amor e respeito que norteiam os trabalhos dos seguidores de Cristo.
Em nosso entender o leitor ficaria melhor assistido, com informações de melhor qualidade e sem despertar quadros mentais tão negativos, se recorresse à obra de André Luiz, que além do mais é bem mais concisa, apenas 60 páginas, embora com uma mensagem bem mais sublime e elevada, dentro dos parâmetros cristãos de amor, misericórdia e caridade.

Amilton Maciel
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