A PRÁTICA DO PERDÃO

A palavra perdão, ainda nos transmite a percepção de injustiça. Por que perdoar alguém que precisa ser punido pelo mal que praticou?

Então, nos perguntamos: existe justiça no perdão?

E quem ficou prejudicado? E como será punido quem feriu?

Partimos da ideia que sempre tem aquele que lesou e aquele que foi prejudicado.

Se analisarmos bem, todos possuem lados mais frágeis, medos, fraquezas, indiferenças, inseguranças. Nem todos são iguais e compartilham dos mesmos propósitos de ideias e ideais. Ao percebermos isto, também enxergamos uma oportunidade de trabalhar nosso lado mais frágil.

E analisar o porquê de querermos a vingança e a justiça de qualquer forma….

No momento que disputamos o lugar de quem tem a razão dentro das nossas relações de convivências, enchemos o coração e nosso mental de pensamentos negativos, de sentimentos de ódio, raiva, ira.

Muitas vezes, no colocamos no lugar de vítimas, e, neste momento, fica muito difícil, pois transferirmos toda a responsabilidade para a outra parte, para a outra pessoa ou quem entendermos que estiver nos prejudicando. Neste momento, deixamos de refletir sobre o que passa no nosso íntimo, dentro de nós.

E nisto, nos deixamos contaminar pelo lixo tóxico de sentimentos ruins; ficamos aprisionados em lembranças do passado. Fixados nestas lembranças, não conseguimos dar um  passo a frente e viver o presente sem remoer o passado.

E, neste momento, começamos a construir nossos sofrimentos e os transtornos internos. Martelamos ideias e pensamentos destrutivos, de mágoas, rancores, vontade de vinganças, raiva, ciúmes. Transformamos tudo isso em um grande lixo tóxico que guardamos em nosso porão mental.

Quando nos damos conta, nosso físico e nossa saúde também estão sendo afetados por toda essa desarmonia e desequilíbrio, gerando doenças e depressões.

Busquemos o equilíbrio, superando as nossas tendências perturbadoras que estão em nós, pois somos geradores dessas energias desgastantes.

Quando perdoamos, quebramos essa corrente negativa de ódio; não deixamos a onda de pessimismo tomar conta do nosso campo mental. Com a prática do perdão trabalhamos em nosso beneficio, nos libertando de todos os sentimentos que nos aprisionam.

Não iremos esquecer as ofensas no primeiro momento, mas quando nos lembrarmos do ocorrido, não carregaremos as lembranças cheias de sentimentos ruins, de vingança e ódio. Serão somente lembranças, que um dia se apagarão.

E desta forma vamos conseguir nos melhorarmos um pouco a cada dia, enfrentando nossos conflitos e nos conhecendo melhor.

Quem sabe amar, também ou aprender a perdoar.

Lembramos-nos de Jesus, nosso guia e modelo, que passou por aqui perdoando a todos que o traíram e ofenderam.

Não somos o Mestre, mas podemos gerar mudança positivas em nos mesmos, pois já adquirimos o conhecimento. O Perdão é reflexão.

ANDREA REJANE DOS SANTOS

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