REPENSANDO A TAREFA DE EDUCAR NA ATUALIDADE

Madre Teresa dizia que “para se ter uma lamparina acesa é preciso sempre por azeite”.  Isso nos lembra de que a vida tem prioridades e que sem elas, nossa luz se apaga.  Uma destas prioridades é a que se refere à educação dos filhos.

Sabemos que a informação na atualidade nos chega de forma muito rápida principalmente a pais, filhos e educadores, mas muitas vezes por falta de avaliação, análise,  acreditamos que tudo é correto, que todos os exemplos podem ser aplicados a todo instante e desta forma muitas vezes estamos prejudicando nossos filhos ao invés de ajudar.

Antigamente se usava o método do autoritarismo provocado por nossos pais, na educação dos filhos, mas isso já ficou provado que não dá bons resultados. Seria “domesticação” ao invés de educação.

Este método ineficiente foi substituído por outro método menos eficaz e até danoso: o da “liberdade sem responsabilidade”. Considerada por alguns psicólogos como prejudicial ao desenvolvimento sadio da criança, a palavra “não” foi banida do vocabulário de muitos pais, que hoje amargam profundamente a total falta de controle sobre a prole.

Sem examinar a questão com mais cuidado, os pais modernos aceitaram a filosofia do “tudo pode”, não levando em conta a necessidade de se estabelecer limites para que haja harmonia dentro do lar.  Depois de perder o controle da situação, muitos apelaram para outro método desastroso: o da barganha. 

Impotentes diante da teimosia dos filhos, criados sem as normas básicas de disciplina, os pais se perdem nos labirintos das “compensações”, em que tudo é negociado.  Se é hora de ir para a cama e o filho não obedece, a mãe logo lança mão de algum motivo para a “negociata”“se você for dormir a mamãe deixa você jogar aquela fita de “game” violenta, que você tanto gosta”.

Nesse caso bastaria que a mãe, consciente da sua missão de educadora, tomasse seu filho pela mão e o conduzisse com carinho e firmeza para a cama. Ou, ainda, se é hora do banho e o filho faz corpo mole, a mãe logo faz outro “trato”, esquecendo-se de que quando mais se negocia com a criança, mais ela exigirá para cumprir sua obrigação.

Considerando-se que a educação, é a arte de formar caracteres, temos de convir que a barganha somente servirá para “deformar” os caracteres dos nossos educandos.

Ademais, se levarmos em conta que nossos filhos são espíritos encarnados que vêm do espaço para progredir, trazendo em si mesmos as experiências de outras existências, boas ou não, entenderemos que a grande missão dos pais é conhecer-lhes a intimidade a ajudá-los a caminhar para Deus.

Nossos filhos são seres inteligentes, que não aceitam somente um “não” como resposta. Eles merecem e precisam de uma explicação coerente. Não falamos de justificativas, mas de diálogo.

Se existe um horário para dormir, se é preciso tomar banho, se não podemos comprar este ou aquele brinquedo, a criança tem o direito de saber por quê.

Dizendo, por exemplo, que não compramos o brinquedo que ela tanto queria porque o orçamento não comporta, ela entenderá, ao passo que se dissermos um “não” somente, ela ficará revoltada, pensando que não compramos por má vontade.

Tudo isso requer muito investimento, que não quer dizer “perda de tempo”, como muitos pais afirmam. Investimento de tempo, paciência, afeto e carinho. A tarefa não é tão difícil e certamente é mais eficaz.

Não deixemos apagar a nossa lamparina no cuidado com a educação dos filhos e lembremos sempre  das palavras de advertência de Santo Agostinho em o Evangelho Segundo o Espiritismo:

“Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: que fizestes do filho confiado à vossa guarda?

Se por culpa vossa ele se conservou atrasado, tereis como castigo vê-lo entre os espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse ditoso.”

Pensemos nisso!

Irene Wenzel Gaviolle

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